AOS AMIGOS DA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE OSTEOGENESIS IMPERFECTA (ABOI)

 

 

DIA 26/07/2001, realizei em meu apartamento em Fortaleza, CE, um pequeno (em número de pessoas) mas grande (troca de experiências, informações, etc.) encontro entre alguns pais e portadores de OI.

Chegou em Fortaleza, em 22/07, o pequeno Gabriel, 4 anos, natural de Belém do Pará. Sua mãe, Melissa, 24 anos, sócios da ABOI. Entraram em contato comigo através de meu site. Uma tia do Maranhão contatuou-me; dei meus telefones. A mãe de Gabriel passou a me ligar com certa freqüência. Falou-me do caso Isadora, de Brasília, cujo pais Moacyr e Valeria, levaram-na ao Canadá, para a administração de pamindronato de sódio, e as cirurgias de hastes intramedulares. Algumas reportagens de Moacyr sobre a filha, foram publicadas em jornais de divulgação nacional, destacando os médicos que estavam usando pamindronato de sódio em casos mais severos de OI, para melhorar a qualidade de vida das crianças portadoras. Enviei material da ABOI: "LIVRINHO DO PORTADOR", que vem esclarecendo sobre Osteogenesis Imperfecta e divulgando médicos no Brasil que tratam com mais freqüência os pacientes portadores. Melissa passou a fazer esta divulgação também em Belém do Pará, orientação dada por mim. Gabriel, apesar de 4 aninhos, ainda não senta e nem segura a cabeça; sua mãe foi orientada a não exercitá-lo, pelos riscos de fraturas. Apresenta aos 4 anos um quadro mais severo e com maiores dificuldades do que muitas crianças portadoras de OI nesta idade.

Gabriel e Gabriela

Sugeri uma consulta com o Dr. Nilo Dourado - ortopedista conceituado e com grande experiência no trato de pacientes com osteogenesis imperfecta, em Fortaleza, Ceará -, para avaliação, tratamento, etc, já que seria mais próximo para eles, moradores também da região NORTE/NORDESTE, sendo a viagem menos longa e de mais fácil hospedagem. Ficaram no apartamento de amigos aqui em Fortaleza. Pouco sabiam sobre Osteogenesis Imperfecta. Resolvi colocá-los em contato com alguns pais e portadores. Compareceram: 

- Lina Bastos, médica geneticista, portadora de OI, do Conselho Científico da ABOI.

http://www.geocities.com/HotSprings/7455/lina.html

- Kátia Vasconcelos, também portadora, sócia da ABOI, coordenadora da FCD (Fraternidade Cristã de Doentes e Deficientes em Fortaleza-CE).

http://www.geocities.com/HotSprings/7455/katia.html

- Gabriela, a loirinha que está no site da ABOI, e a sua mãe Regislânia, também sócios da ABOI.

http://www.aguaforte.com/oi/GABRIELAADRIANINHA.html

Gabriela ao nascer foi atendida pela Dra. Lina Bastos (minha irmã), geneticista, pediatra, portadora de OI. Muito bem orientada e estimulada, é uma criança que transmite muita alegria. Aos 4 anos, uma inteligência bem mais desenvolvida do que muitas crianças da mesma idade.
- Gabriel, 4 anos, de Belém do Pará, sua mãe Melissa e a avó. Desde a hora do almoço começamos nosso pequeno encontro, já que Kátia chegou mais cedo e Gabriela e a mãe também, para dormirem conosco por morarem mais distante.

Célia, Gabriel e Gabriela

Minha intenção era mostrar à família de Gabriel, neste encontro informal, as nossas experiências. Evidenciar a eles que, mesmo sendo portador de OI, com cuidados especiais, a criança pode e deve brincar, sociabilizar-se, movimentar-se e, futuramente, estudar e exercer uma profissão. Mostramos vídeos e álbuns... Gabriela, a loirinha, deu exemplo de vida, mostrando alegria e felicidade, apesar das limitações e fraturas. Kátia, como sempre extrovertida e pronta a ajudar a quem precisa... Lina, como médica e amiga, orientando. Claro, houve batatinhas, salgadinhos, bolo e sorvete... Até cervejinha e refrigerantes. Muitas fotos, tiradas por mim e Melissa, que também filmou e fotografou. Detalhes médicos: Dr. Nilo Dourado tem orientado e, provavelmente, Gabriel tomará a primeira dose de pamindronato após os exames e decisão entre pais e médico. Agora no mês de junho/2001, não foi possível por alguns probleminhas, mas foi orientado a fazer exercícios dentro da água. Enfim, acho que todos estes pequenos e grandes encontros da ABOI, poderiam ser registrados, talvez nos sites e divulgados em nossas listas de discussão, das pessoas portadoras de necessidades especiais. Mas independente destas decisões, estamos aqui para isto, no meu pequenino apartamento, com um coração grande e feliz, a escutar risos, brincadeiras de crianças, preocupações, trocas de experiências de adultos. Todos com um mesmo ideal: minimizar os sofrimentos e batalhar por uma melhor qualidade de vida aos portadores de Osteogenesis Imperfecta.

Célia Regina Vieira Bastos
Fortaleza, 30 de julho de 2001

 

 

         

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CÉLIA DE CRISTAL - Deficiente Física. Será que eu sou?
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